domingo, 13 de outubro de 2013

Olhar a semana - Que orçamento vamos ter?

À hora que escrevo este post ainda não é conhecido a proposta de orçamento de estado para 2014. O governo reúne-se hoje em conselho de ministros extraordinário para afinar as últimas medidas. No entanto, ao longo da semana algumas propostas foram sendo reveladas. Até ao momento a única medida susceptível de críticas foi a eliminação da pensão de viuvez. 

É provável que no final do dia de hoje e durante a próxima semana, o estado de ânimo das pessoas seja diferente. As autárquicas acabaram com uma derrota pesada para a coligação governamental. O PS venceu, mas nem assim, Seguro fica livre de críticas. 

Na semana passada, Paulo Portas garantiu ao país que as medidas de austeridade teriam pouco impacto na vida das pessoas. Na noite eleitoral, Passos Coelho declarou que os sacrifícios iriam continuar, tendo expressado uma cara de preocupação. Numa primeira abordagem podemos concluir que um dos dois está a mentir. Se é o vice-primeiro ministro é grave, mas se for o primeiro, mais grave será. Tenho a convicção que o país foi enganado naquela conferência de imprensa de Portas e Maria Luís Albuquerque. A ministra das finanças não pôde dizer porque seguramente ia falar verdade. 

Se as medidas de austeridade forem demasiado graves coloca-se a questão da necessidade de um segundo resgate. Por via desse facto podemos chegar à conclusão que o PM andou a enganar as pessoas durante todo este tempo. O futuro do país depende muito do que sair da reunião de logo, a começar pela reacção do PS. 

António José Seguro tem todos os argumentos para dizer não a este documento. Em termos financeiros sim, mas no xadrez político, o que o líder do PS pretende é a cadeira do poder a todo o custo. Por isso, um segundo resgate, apresar de ser mau para o país é bom para as pretensões socialistas. A partir de amanhã veremos se haverá ou não legislativas já em 2014, seguida de europeias. Seguro não tem perfil para "comandar" o país, mas é a única alternativa, pelo que não resta ao povo aceitar a vontade socialista. Nem com eleições à vista, António Costa avança, porque o seu tempo já acabou, pelo menos a nível nacional. 

O documento mágico será revelado daqui a umas horas. Dentro de momentos iremos assistir a uma nova onda de protestos bem como a uma crise política sem precedentes. 

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Parece-me que isto já não é governo, mas um desgoverno mais votado em tirar do que em repatir...
Só me lembro da frase de PPCoelho:

"Que se lixem as eleições..."

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