quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O que fazer agora?




No rescaldo das eleições, não há duvidas que o PSD perdeu em toda a linha. Não foi uma derrota do partido, mas de Passos Coelho. O líder apostou forte nestas autárquicas, tendo mostrado inclusive uma confiança pouco natural, para quem obrigado os portugueses a vários sacrifícios. 

Começo pela declaração de Passos após a derrota. O ar resignado como a dizer "eu não posso fazer mais nada", é o reflexo do estado de espírito do PM. Ao anunciar mais sacrifícios, o PM foi honesto. Seriedade pessoal e política é uma coisa que não se pode acusar em nada o chefe de governo. No entanto, em minha opinião penso que deveria haver mais competência, quer do próprio mas também de alguns dos membros do governo. 

Passos deve ir até ao fim, o mesmo é dizer até onde puder. Sei que ele não é pessoa para desistir, contudo o ambiente não lhe é favorável. O problema que se coloca tem a ver com a oposição. Sim. Seguro obteve o maior resultado de sempre, mas nem assim será um bom primeiro-ministro. Na cabeça de Cavaco nem da maioria dos portugueses. A única alternativa é mesmo continuar a navegar nesta onda de austeridade e esperar melhores dias, para nós mas também para a economia. Se vier um segundo resgate, é o fim. Não só para nós mas também para o governo. 

Chegar ao fim é mandar a troika embora, depois logo se vê. Não acredito em soluções mágicas, muito menos num Rio qualquer. Quer seja um Coelho, um Seguro ou um mar de indefinições que esteja à frente do país, temos de cumprir este programa até ao fim. Merkel e Cavaco escolheram o actual PM para cumprir o memorando, por isso nem as birras de Portas nem as investidas de Costa mudarão o actual cenário político. Se o governo se aguentou até agora não vejo razão porque mudar após uma derrota eleitoral. 

Não será o PSD a causar barulho, por muito que isso custe a alguns militantes de nomeada. O pai Cavaco ainda manda no partido, pelo que não há ninguém que lhe consiga desobedecer. 

Uma última nota: de todos os líderes do PSD do início do século, Passos Coelho é o único que tem a seu lado o Presidente, o grupo parlamentar, e por muito que possa causar estranheza, o parceiro de coligação. Não! Não é por causa de Portas que o CDS ainda está ao lado deste executivo. 

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