quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O guião que nunca existiu

Afinal não havia nenhum guião da reforma do Estado. De há um ano para cá, o governo prometeu uma profunda reforma. Foram feitas declarações de vários ministros no sentido de iludir os portugueses que "agora é que é". 

Aplaudo Paulo Portas por saber mentir. A conferência de há quinze dias atrás foi um engodo que só próprio ministro consegue fazer, mas para quem se vende por cargos não é admirar. Quanto ao primeiro-ministro nunca soube o caminho a percorrer quando falava na reforma do Estado. O desejo estava lá, o problema é a competência para o executar. 

Pedro e Paulo saíram mal na fotografia orçamental. O primeiro porque não tem capacidade para executar reformas, o segundo porque não sabe o que é uma reforma. Na minha opinião, a única pessoa que esteve bem neste processo foi Maria Luís Albuquerque. Não omitiu nada na conferência há quinze dias, enquanto ontem esteve muito bem, ao não ter enganado os portugueses. A ministra das finanças foi a única que deu a cara neste momento difícil. Se o guião da reforma do Estado estava a cargo de Paulo Portas não entendo porque é que o "vice", não apareceu. Ou é só nos bons momentos que dá a cara?

Sobre o Orçamento haverá muito por dizer, até porque o governo tem conseguido reduzir o défice miraculosamente nestes dois últimos. No entanto, politicamente o que fica são as trapalhadas e mentiras do Primeiro e Vice ministros de Portugal.

1 comentário:

Fatyly disse...

Tem que aparecer um Jesus da era moderna para pôr ordem nesta última ceia onde é uma confusão de "garotos" que não sabem o que estão a fazer, ou melhor não sabem da realidade em que o povo vive. Se isto é reforma do Estado, vou ali e já venho!!!

Faço minhas as palavras do Papa Francisco que disse mais ou menos isto :"Os bispos e arcebispos (neste caso os políticos) têm que deixar as poltronas e ir falar com o povo, inteirar-se de tudo além gabinetes"!

Sinceramente tenho pena que não se entendam, que não exista união, mas sim uma disputa partidária e cada vez mais fechados aos valores que existem em todos eles.

Ouvi ontem o debate parlamentar - quase vazio como sempre e nós a pagar - e ouvir aquela bagunça, só me apetecia enfiar uma lapada bem dada e impôr que falassem sem discutir e insultar, porque já são crescidinhos para tal.

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