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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O desporto está bom, e recomenda-se.

Os jogos olímpicos de Londres tinham terminado e Portugal conseguira apenas 1 medalha. As críticas ao desempenho dos atletas olímpicos não tardaram. Pior do que isso, foi a forma como o desporto em Portugal foi tratado.

O Presidente do COP, Vicente Moura desprezou os atletas nacionais. O líder da altura considerou que no nosso país não havia cultura desportiva em Portugal. 

Nos últimos meses temos assistido a vitórias individuais em muitas modalidades. João Sousa no ténis, Rui Costa no ciclismo, Frederico Morais no surf, o bom campeonato do mundo de Miguel Oliveira em Motociclismo, a mais que provável entrada de António Felix da Costa na Fórmula 1. Os sucessos vão-se multiplicando, o que mostra o empenho, dedicação e profissionalismo de muitos atletas. 

Ao contrário do que afirmam alguns dirigentes que não percebem nada de desporto, este país está recheado de pessoas que fazem desporto e que o levam de forma muito séria. Não se pode ser profissional, até porque os apoios são ridículos, no entanto o talento e qualidade são superiores a qualquer falta de euro. 

O problema essencial está na política desportiva. Não há aposta nem interesse dos dirigentes federativos na qualidade humana, e quando se obtém sucesso não há o merecido reconhecimento. Kikas, Rui Costa ou João Sousa não estão sozinhos, no entanto não são acompanhados da mesma forma que, por exemplo, os futebolistas.

A maioria dos nossos dirigentes nunca fez desporto, nem sabe o que é a prática competitiva. Muitos só dão a cara quando o futebol tem vitórias, no entanto o desporto-rei nunca ganhou nada. É através das vitórias individuais que muitas pessoas optam por "experimentar" certas modalidades.

Também não acho justo fazer um balanço do desporto no nosso país tendo em contas medalhas olímpicas. A prova desportiva coloca milhares de atletas nacionais que por esse mundo fora, orgulham o país. 


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