terça-feira, 15 de outubro de 2013

Não há pactos de regime

O OE chega hoje ao Parlamento. Não é previsível que haja um acordo político relativamente a este documento. Embora o PS tenha toda a legitimidade para votar contra, Seguro optou novamente por "chumbar" o documento, antes de estudar as matérias, e pior do que isso sem propor qualquer alternativa.

Significa isto que o partido socialista não irá apresentar propostas para que o documento seja melhorado, e assim fica responsável pelo texto final. Não percebo que tipo de política é esta e qual o caminho escolhido pelo actual secretário geral. 

Acho que Seguro toma esta atitude porque entende que tem as próximas eleições legislativas garantidas. O líder socialista opta por ficar sentado à espera dos deslizes do governo que garanta a vitória. Este é um erro estratégico que nenhum líder pode tomar. 

Não vai haver nenhum pacto de regime até final da legislatura, isso é garantido. Nem mesmo se for necessário um segundo resgate, porque os socialistas vão querer ir para eleições. Compreendo e aceito esta opção, até porque se todos falharmos, o Primeiro-ministro também está no mesmo barco. O país tem medo não só do segundo resgate mas do que pode vir em termos políticos, já que em momento algum Seguro oferece estabilidade. Além do mais, Passos Coelho já disse que se recandidata, pelo que teremos Coelho e Seguro como as únicas escolhas possíveis. 

A solução é aguentarmos o barco até onde pudermos e depois logo se vê. A troika Coelho-Portas-Seguro continuará por cá, até que Cavaco decida intervir. Não sabemos se depois deste trio, vem uma lufada de ar fresco, mas não pensem que com ou sem resgate, estas caras vão ter vergonha e sair de cena. 

Sem comentários:

Share Button