terça-feira, 8 de outubro de 2013

Mais um

Em apenas três meses, dois dos ministros do novo governo envolveram-se em polémicas. Já dissertei sobre a questão de Maria Luís Albuquerque, contudo o caso de Rui Machete é mais grave. O ministro dos negócios estrangeiros tem a sua posição fragilizada, ainda mais do que a ministra das finanças. 

No entanto não é Machete ou Maria Luís que vão sofrer consequências políticas. Este novo governo que tomou posse em Julho tem casos a mais, quando se esperava que fosse uma tentativa de dar um novo ânimo aos portugueses e não só. Temos assistido a uma série de acontecimentos, que em nada beneficiam os autores nem os seus interlocutores. 

Passos Coelho não consegue ter mão sobre as fugas. Ou melhor dizendo, este executivo, que parecia ser "impecável", está a ter demasiados casos que pode minar a credibilidade do governo. Aquilo que um ministro tem repercussões no seu líder, e na hora da verdade é o primeiro que paga, politicamente claro!

Como tem sido habitual ao longo da nossa história, ninguém se demite ou é demitido. O problema é que na hora do voto as pessoas não esquecem os Machetes, os Relvas, as Maria Luís e outros nomes que vieram a lume. O que está aqui em causa é uma questão de credibilidade do político perante a opinião publica. Porque se o povo cumpre rigorosamente, porque razão os que estão no poder não têm a mínima vergonha? O bom senso levaria muitos políticos a saírem da cadeira do poder ao mínimo deslize da sua credibilidade, até para dar lugar a outros que teriam menos esqueletos no armário. 

Infelizmente este tipo de problemas não tem solução. 

1 comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Mudam os governos mas não muda a desonestidade de que estes políticos se vestem. É vergonhoso o que se passa a nível da saúde, da educação, do trabalho e da segurança social, das agressões verbais aos reformados como se eles tivesse a culpa da má formação deste jovens hoje.

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