sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dois títulos em dez anos é muito pouco

Há precisamente dez anos foi inaugurado o novo estádio da Luz. O novo ninho da águia prometia uma futuro pleno de sucesso e vitórias. Manuel Vilarinho era o Presidente, no entanto era Luís Filipe Vieira quem estava por detrás de todo o processo e a preparar para assumir a liderança do clube. 

As promessas de uma equipa de futebol à altura da grandeza do estádio não foram cumpridas. Hoje assinala-se uma marca importante, pelo que é tempo de fazer uma análise ao que se tem passado no relvado da Luz. Numa altura em que o Benfica está mal no campeonato e quase fora da Liga dos Campeões, aumentam as vozes de discordância relativamente ao treinador, mas sobretudo à gestão de Vieira.

A nova Luz só teve direito a receber dois títulos nacionais e uma taça de Portugal. Não vale a pena contar as taças da Liga porque é uma competição de menor dimensão. O que conta são os títulos no campeonato. Ora, o momento épico de 2005, quando Luisão saltou sobre Ricardo e "deu" o primeiro título ao Benfica em 11 anos, nunca mais se repetiu. Embora o título de 2010 tenha sido importante, o salto do defesa central foi mais marcante. 

Dois títulos em dez anos, não é uma marca à altura do Estádio, até porque a casa benfiquista está cheia de más memórias, como são as constantes derrotas da equipa da casa contra o grande rival FCP. Ali, os azuis e brancos festejaram um título nacional, asseguraram uma presença na final da taça após uma meia final em que cilindraram o Benfica, e nos últimos anos lançaram-se para o título no ninho da águia. 

Jogar na Luz tem sido especial para os dragões, pelo que já nem em sua casa o Benfica consegue mandar. No próximo dia 9, Benfica e Sporting jogam para a taça de Portugal. Quem perder fica pelo caminho. Atendendo ao momento de forma das duas equipas, a pressão está do lado encarnado, apesar de jogar no seu terreno. Caso o estádio da Luz volte a registar mais um momento de derrota, é provável que o destino do treinador Jesus fique traçado, mesmo que Vieira queira adiar a despedida do treinador o mais rapidamente possível. 

Acho que a nova casa encarnada merece ser comandada por outras figuras nos próximos dez anos. 

1 comentário:

Diogo disse...

Acho que a casa encarnada (ou azul, ou verde) merecia outros dirigentes e outra UEFA:

O resultado de um jogo é o produto do valor de uma equipa pelo valor da outra.

Quando se obrigam equipas com carácter nacional (Benfica, Porto e Sporting), passar um ano inteiro a jogar com equipas de terceiro plano, obviamente que aquelas não conseguem ter as receitas que merecem.

Se, por outro lado, se fundisse o campeonato espanhol com o campeonato português – supondo um campeonato com 20 clubes - dos quais 16 seriam espanhóis e 4 portugueses – O Benfica, Porto e Sporting, passariam de equipas de segunda categoria europeia para primeira categoria.

Porque as receitas disparavam imediatamente. Imagine-seum campenato onde o Benfica recebia o Real Madrid, visitaria o Sevilha, receberia o Barcelona, visitaria o Porto, receberia o Málaga, etc.

Quando este campeonato fosse anunciado, à cabeça, as receitas de publicidade do Benfica disparariam, o que levaria esta equipa (com os adeptos e simpatizantes que tem), a contratar uma equipa de luxo a nível mundial.

Já imaginaram o Benfica e disputar, taco a taco, um campeonato ibérico, co o Real Madrid e o Barcelona? Não era extraordinário? Ou querem continuar a ver o Benfica a jogar uma época inteira com o Salgueiros?

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