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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Acordo estratégico

Rui Moreira conquistou a Câmara do Porto de forma brilhante, mas começa mal o seu mandato. Para quem afirmou na noite eleitoral, que o partido vencedor das eleições havia sido o Porto, fazer uma coligação com o PS é um mau sinal, da mesma maneira que se tivesse coligado com o PSD cometia um erro.

A candidatura de Rui Moreira pode ter sido independente, no entanto a sua presidência estará ligada ao PS. Mas não só. Os interesses e influências que o Moreira criticou na campanha vão estar presentes durante os 4 anos de mandato. Esse é o preço a pagar pela vontade de ficar ligado a um partido. 

A partir de agora, a independência e autonomia que Rui Moreira reivindicou acabou. Além do mais, é estranho que, num primeiro momento o actual presidente tenha recusado o apoio institucional do CDS e agora venha fazer um tacho com os socialistas. No meu entender, a atitude mais sensata era sentar-se à mesa com todas as forças partidárias.

Os eleitores do Porto podem sentir-se enganados e Paulo Portas frustrado. Primeiro porque apoiou o candidato e agora já não o pode manipular e porque depois não tem ninguém na segunda maior câmara do país. A estratégia de Seguro foi de mestre, juntando a Câmara de Lisboa à do Porto. Só lhe falta vencer o país.  

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