segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A história de Malala

Malala Yousafzai é uma jovem paquistanesa que foi atingida na cara o ano passado. Enquanto se dirigida da escola para casa, Malala foi vítima de um ataque. Um militante Taliban disparou contra a cara de Malala. A menina pagou um preço por ter falado sobre o direito das jovens à educação. 

A rapariga oriunda do Paquistão sobreviveu, no entanto o mundo inteiro ficou chocado com a sua história. No dia 9 de Outubro de 2012, a vida desta mulher mudou.

Um ano depois dos acontecimentos, Malala deu uma entrevista à BBC. Em vez de mostrar rancor e vingança pelos talibãs, preferiu seguir outro caminho. 

"o melhor caminho para resolver os problemas do terrorismo é o diálogo". Esta frase é o primeiro sinal dado não só aos Estados Unidos mas também aos que a tentaram silenciar. Acrescentou que os próprios talibãs devem optar pela via do diálogo. Fico pasmado como uma miúda de 16 anos tem esta visão do mundo. Yousafzai poderia optar pelo apoio aos EUA e à morte da organização, no entanto preferiu falar na paz. 

Já sabíamos que matar e torturar pessoas é contra o Islão, pelo que a organização terrorista não actua em nome do islão mas sempre em nome próprio. 

Yousafzai falou nas Nações Unidas em Julho. O seu desejo é regressar ao Paquistão e iniciar a vida política.  O seu desejo é tornar "o Paquistão num país livre".

Ao ter lido as palavras de Malala, lembro-me de Benazir Bhutto, outra mulher que foi silenciada pelas autoridades de Peshawar. Podemos estar aqui perante uma nova defensora da liberdade no Paquistão, contudo o que mais impressiona é a sua calma com que enfrenta a sua própria dor. Além do mais, a capacidade com que fala é notável numa mulher de apenas 16 anos. Malala vai mudar conforme for crescendo, no entanto, tenho convicção que na sua região não haverá o mesmo tipo de crescimento social.

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