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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Uma vitória para os Estados Unidos

Apesar de Bashar Al Assad considerar que a entrega de armas químicas ter sido uma vitória para o seu país, entendo que foi a diplomacia norte-americana a sair vencedora neste conflito, que por enquanto ainda não descambou numa guerra.

Não percebo porque razão Assad reclama vitória para si, já que foi devido às ameaças norte-americanas que os sírios cederam, senão tinhamos uma chacina, não só interna mas com contornos externos. O papel da Rússia também foi importante, no entanto há que realçar o trabalho de John Kerry, um antigo candidato contra W.Bush. Vitória para os Estados Unidos, para John Kerry e a Rússia.

E Obama? Fica a sensação que o Presidente Norte-americano não sabe muito o que fazer em relação a Assad, nem quer ter um papel intervencionista na questão.

6 comentários:

Observador disse...

Bashar Al Assad não passa de um fundamentalista palerma.

Se nesta altura não está a ser bombardeado a sério, deve-o à Rússia que soubra apresentar uma proposta convincente e, depois, ao 'savoir faire' político de John Kerry, devidamente mandatado por Obama. Que ao contrário do que o caro Francisco sugere, sabe muito bem o que fazer.
Está á vista.

Francisco Castelo Branco disse...

Pelas aparentes contradições que o Presidente dos EUA tem vindo a fazer, acho que Obama está perdido. Já equacionou várias cenárias. Na minha opinião Kerry e Lavrov têm feito um bom trabalho. Acho que Obama quer invadir a Síria, no entanto sabe que não tem o apoio do congresso nem do povo americano, daí esta solução de última hora. Não acredito que a Síria entregue todo o seu arsenal químico.

Observador disse...

Eu nem acredito que se faça uma verdadeira fiscalização.

Um presidente norte-americano soube, pela primeira vez, tornear as várias dificuldades que uma situação destas implica.
Foi frio, inteligente e lúcido na hora certa.

Estou convencido, sempre estive, que Obama nunca esteve verdadeiramente interessado em atacar a Síria.
Não por ser a Síria mas porque criar mais um ponto de conflito com o carimbo EUA seria altamente pernicioso.

Francisco Castelo Branco disse...

Assim sendo não percebo a hesitação relativamente a este assunto.

Como disse,e bem, ele foi frio, inteligente e lúcido na hora certa, mas porque não quis cometer o mesmo erro de W.Bush. No entanto, discordo de si. Acho que Obama não atacou não por vontade pessoal mas por causa de questões políticas.

Observador disse...

Ambas as razões estiveram na base da decisão de Obama.

Não estou hesitante em relação ao assunto.

Francisco Castelo Branco disse...

Obama sabe lidar com a Síria, mas não com o seu presidente. Obama deve estar a pensar o que fazer com Assad...

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