domingo, 1 de setembro de 2013

Olhar a Semana - Venham as autárquicas 2013 que já estamos fartos da troika

Princípio do mês significa que entrámos na contagem decrescente para as eleições autárquicas que se realiza dia 29. Todas as decisões políticas, incluindo a famosa reforma do Estado vão ficar adiadas por um mês. 
4 anos depois,  os 308 concelhos do país vão novamente a votos. Este ano há menos freguesias, logo haverá menos lugares elegíveis, pelo que o que há a distribuir é também menor. 
Estas eleições ficam marcadas pela saída de cena de inúmeros dinossauros que terminam o mandato nos seus municípios, no entanto há algumas excepções e que por via de uma lei mal redigida vão poder continuar a exercer a sua profissão noutros locais, caso os eleitores assim o decidam. Este é o facto destas autárquicas, não só número de candidatos que mudam de câmara mas pelo mediatismo de dois desses candidatos: Luís Filipe Menezes no Porto e Fernando Seara em Lisboa. Mais uma vez a ameaça de chamar o Tribunal Constitucional a decidir foi real, contudo a uniformização das decisões na Relação acabou com o fantasma. O problema tem a ver com a legislação não se percebendo como é que não se travou estas candidaturas tipo salta pocinhas, ou melhor dizendo salta-câmaras. Sou claramente contra as candidaturas que tentaram obter um vazio legal para prosseguir a sua permanência no poder local, porque este necessita de ser renovado e além do mais o importante neste acto eleitoral é o sentimento e o apego à terra. Por isso mesmo é que as eleições do próximo dia 29 têm um ponto de interesse acrescido: o elevado número de candidaturas independentes que vão a jogo, reforçando o sinal que a democracia é para todos e que fora dos partidos existe pessoas com qualidade, capacidade e vontade de participar directamente na política. 

Não considero que estas eleições sejam um teste para o governo, embora em 2001 Guterres tenha caído após um desaire autárquica, no entanto as circunstâncias de hoje são bastante diferentes e no PS há uma liderança fraca, pelo que não é de esperar uma vitória esmagadora por parte dos socialistas, isto porque a preparação para as autárquicas foi amadora, possibilitando ao PSD, CDS e mesmo ao PCP uma forte possibilidade de êxito. Já se sabe que Lisboa é do PS, sendo interessante acompanhar a luta no Porto entre Rui Moreira e Menezes. É de esperar que o PSD perca algumas câmaras capitais de distrito, contudo a diferença para o PS não será grande. 

Estas são as minhas previsões para o acto eleitoral de dia 29. Até lá iremos percorrer o país e tentar perceber a vitória de um partido é quase certa ou a decisão só será conhecida à boca das urnas. Para terminar, acho que Passos Coelho não fará um funeral caso obtenha uma derrota, mas se vencer o líder do PSD vai aproveitar o momento....para mais austeridade?

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