domingo, 15 de setembro de 2013

Olhar a Semana - inSeguro contra todos os riscos

Já todos sabemos que o PS não vai ganhar as eleições, pelo menos no número de Câmaras Municipais. Seguro percebeu isso e alterou o discurso, preferindo vencer as eleições através do maior número de votos. Se o PSD obter mais câmaras, haverá uma revolução dentro do PS. A segunda em apenas nove meses. O pior que pode acontecer a Seguro é que António Costa humilhe Seara em Lisboa, mas que no resto do país seja derrotado pelo PSD. Caso este cenário seja uma realidade, não tardará muito até que os notáveis socialistas venham pedir a cabeça ao líder socialista, até porque está para breve a 8ª e 9ª avaliação da troika, e caso o governo tenha sucesso, isso significará uma segunda derrota para o secretário geral. A teia para tirar Seguro da liderança do PS após as autárquicas está montada e não há nada que o ainda líder socialista possa fazer para evitar uma nova tentativa de assalto ao poder. Mesmo que o actual secretário geral tenha conquistado as bases ao oferecer a possibilidade de alguns militantes de se candidatarem às autárquicas, a cama está feita. Costa, há muito que trabalha nos bastidores para roubar o protagonismo a AJS. O discurso violento e agressivo que tem vindo a fazer nos últimos tempos revela desespero. Apesar de se mexer bem nas pequenas estruturas locais socialistas, Costa há muito que chegou primeiro. Era interessante verificar se Seguro se candidataria contra António Costa, contudo na altura das eleições internas no PS, o actual secretário geral vai estar dorido por ter levado muitas facadas nas costas, pelo que não terá forças para ir à luta.

1 comentário:

Fatyly disse...

Todos continuam a lutar pelos "tachos" em guerras partidárias" em vez de se unirem e TRABALHAREM MAIS em prol de coisas bem mais graves, necessárias, urgentes da e na sociedade, da qual 90% não contribuiu em nada para o descalabro das contas públicas. Mas esqueço-me sempre de algo muito importante: todos eles têm o pão na mesa à nossa custa longe e bem longe do verdadeiro PSD:

"Primeiro está o país, depois a democracia e só depois o partido!".

Francisco Sá Carneiro


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