terça-feira, 3 de setembro de 2013

o factor motivacional

Ontem estava a seguir o jogo entre Roger Federer e Tommy Robredo para a terceira ronda do US Open. O comentador televisivo falava na motivação de um jogador e de outro. Enquanto que Robredo se estava aplicar ao máximo, Federer jogava apenas por puro prazer. A atitude do ex-número tem uma explicação, segundo o comentador: o suiço já participou em centenas de jogos no grand slam americano. 

A motivação é muito importante quando se está a fazer aquilo que se gosta. Por vezes não basta gostar para alcançarmos sucesso. O factor motivação é muito importante. No caso do tenista, apesar de estar a fazer aquilo que gosta, o facto de já ter participado em quase 100 jogos no torneio americano faz com que já não dê o litro, como se costuma dizer. Além do mais voltar ao topo do ténis mundial não está nos planos de Federer. 

Quem está a fazer aquilo que gosta mas não se sente motivado, por alguma razão acaba por não tirar partido nem sequer gozar da sua actividade. A motivação ou falta dela pode resultar de vários motivos, como por exemplo, e no caso do suiço o facto de não ter mais nada para conquistar. Há quem encontre mais um objectivo, no entanto são muitos os que estão satisfeitos com aquilo que têm. Nestes casos não há falta de ambição mas sim satisfação pessoal. 

Em meu entender é importante ir atrás de um objectivo, alcançar mais, mesmo que haja plena satisfação pessoal. A motivação tem de ser uma constante, mesmo que nos casos semelhantes aos de Federer já não haja mais nada para atingir. É óbvio que no desporto a situação é distinta, no entanto jogar por jogar não me parece muito interessante sob o ponto de vista psicológico. 

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