quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ministro do "Fracasso"

O actual treinador do Paços de Ferreira enquanto jogador era considerado como o "Ministro". A sua capacidade de liderança no balneário faziam-no ser uma pessoa respeitada, além do mais vestia-se de forma diferente dos restantes companheiros. Foi com Costinha que o super FCP de Mourinho chegou longe em Portugal e na Europa. 
O "Ministro" iniciou a sua aventura como treinador na época passada ao serviço do Beira Mar. Não conseguiu salvar os aveirenses da descida, apesar do bom futebol produzido, no entanto vitórias nem vê-las. Nesta temporada as portas do principal campeonato mantiveram-se abertas. O Paços de Ferreira escolheu um treinador sem experiência e provas dadas para substituir um técnico capaz. Ao fim de 7 jogos, 3 na Europa e 4 no campeonato o saldo do clube é Zero vitórias, zero empates e sete derrotas. Exlcuindo os jogos europeus, no campeonato nacional a equipa da mata real defrontou Braga, Benfica, FCP e foi jogar a Olhão. Numa primeira análise podemos considerar que a tarefa do "Ministro" não é fácil, já que apanhou dois colossos europeus e na liga teve de jogar contra três das equipas que ficaram nos quatro primeiros lugares do campeonato transacto. O Paços acabou no 3º lugar. 
Muito se tem discutido se os treinadores devem orientar equipas da 1ª liga sem o curso adequado. Costinha não tem o nível regulamentar para estar a treinar uma equipa de primeira, por isso é que não pode ir aos flash-interviews e o treinador "oficioso" para a Uefa é Sérgio Gaminha. Em qualquer profissão é preciso aprender antes de ser atirado para os tubarões. Além do mais, para se alcançar sucesso é necessário começar por baixo. No futebol é a mesma coisa. Costinha fez tudo ao contrário. Em primeiro lugar porque não tem habilitações literárias para exercer o cargo e depois porque começou a sua carreira na 1ªliga sem ter experimentado escalões inferiores que o ajudariam a aprender, para depois começar a escalada. A tese fundamentada que a culpa é de quem o escolheu não colhe, já que foi o próprio a querer começar "por cima" sem o poder fazer: legalmente e sem ter mérito desportivo. A atitude de Costinha é praticada por milhares de pessoas em vários sectores da sociedade. Neste caso em particular é muito provável que a queda do ainda treinador pacense seja bastante grande, o que o levará a pensar se deve continuar a carreira de treinador, já que depois da provável chicotada psicológica na capital do móvel não haverá nenhum clube de primeira e talvez de segunda que o queira. Assim, Costinha fará o caminho inverso de cima para baixo, e quem sabe um dia poderá voltar ao principal escalão do futebol português, já com o curso devidamente realizado e com um pouco mais de experiência. O mesmo se aplica a Abel Xavier. 

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