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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Campanha sem audiência, quem manda?

Não entendo a decisão da CNE em limitar a cobertura televisiva das autárquicas. É natural que o princípio da igualdade tenha de ser respeitado, contudo não devemos exagerar e tratar aquilo que é diferente de forma igual. Colocar no mesmo patamar a candidatura de José Guilherme Aguiar e Carlos Abreu Amorim em Gaia da candidatura de Manuel Almeida não é politicamente honesto. Além do mais a Comissão está a desvalorizar o papel importante que tanto os candidatos como os partidos com maior expressão têm no panorama nacional. Pela primeira vez ficamos sem cobertura autárquica, pelo que o melhor é andar e esperar que os candidatos nos entreguem os panfletos com as suas propostas. Ora, propostas é coisa que alguns candidatos que pedem a igualdade não têm, pelo que não se pode valorizar certos movimentos de independentes que estão nesta corrida para ter cobertura mediática, quem não se lembra do candidato Coelho? Alguém o tem visto por aí?
 
Outra questão relevante é a jurisdicação da Comissão Nacional de Eleições. Este caso devia ser levado ao Tribunal Constitucional porque ele é o órgão político competente para decidir este tipo de questões. Já que está na moda recorrer ao TC, não sei porque razão os media não decidiram intervir. Ainda vão a tempo porque a campanha eleitoral não começou mas parece existir uma certa apatia e resignação com a decisão proferida.
 
A CNE não só está a violar a liberdade de expressão das redacções como a decidir sem ter competência para tal.

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