terça-feira, 17 de setembro de 2013

Brindar as populações

A campanha para as autárquicas há muito que está na rua. Milhares de candidatos tentam seduzir a todo o custo o eleitor. A forma de conquistar o eleitorado é uma das obrigações de cada concorrente.
Qualquer candidato tem a sua maneira de chegar às pessoas. Há quem faça bons discursos mas não prometa nada, outros prometem tudo e mais alguma coisa e depois não cumprem. No terreno há os que brindam as populações com presentes que vão desde electrodomésticos e viaturas, até ao mais pequeno brinde. Concluindo, o mais importante é deixar o eleitor satisfeito e que no dia da votação se lembre do presente oferecido pelo autarca. 

Cada candidato tem a sua estratégia e não se pode condenar aquele que tenta seduzir o outro, especialmente nesta fase em que a crise se faz sentir de forma acentuada. No entanto, também os autarcas estão com o saco roto, pelo que a hipótese de oferecer brindes é menor. Não estamos perante uma forma de "corromper" ou "comprar" o voto. Há situações de fraude eleitoral mais graves, contudo esta é uma maneira muito portuguesa de chegar ao cidadão. Isto acontece porque o discurso político não entra nas pessoas, pelo menos no comum dos mortais. As pessoas já não querem saber se o emprego vai aumentar na cidade, se haverá mais oportunidades de triunfar, se o clube desportivo vai chegar às competições europeias ou a próxima grande obra vai ser um parque aquático. Este discurso já não influencia o eleitor até porque já não há dinheiro para fazer grandes empreendimentos. Qual é a melhor maneira de conquistar o voto? Oferecer brindes. Reparem que já não estamos na fase das promessas mas sim das ofertas. Porque é isso que o eleitor quer. Que se ofereça algo em troca do voto. E mesmo aqueles que não vão votar em determinado candidato, aceitam na mesma o presente. 

Não é de estranhar que haja notícias de ofertas de frutas, brinquedos, livros escolares ou mesmo roupa em segunda mão.

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