terça-feira, 24 de setembro de 2013

As campanhas clássicas deram lugar à sensualidade política

Se antes tínhamos grandes comícios e acções de rua com o povo todo na rua, hoje temos as redes sociais, os vídeos no youtube e as campanhas sensuais. De facto, mostrar o corpo ou fazer uma campanha badalhoca é mais rentável do que organizar um jantar-comício. A mensagem já não é dirigida apenas aos eleitores locais, já que o mais importante é obter mais visibilidade a nível nacional. Alguns dos cartazes que fui colocando é um sinal evidente de como o marketing político mudou muito nestas alturas. É verdade que estamos perante candidatos que após o próximo domingo irão desaparecer de cena, sendo que daqui a quatro anos serão substituídos por outros. Ora, o aparecimento de candidaturas independentes fez nascer uma nova forma de fazer campanha. O importante para alguns destes candidatos é aparecer, mesmo que só obtenham um voto na hora da verdade. 

O que se retira daqui é claro: as pessoas estão fartas de discursos políticos porque já não há novidade nos mesmos. Além do mais, as pessoas fartaram-se de promessas por cumprir bem como de outros desideratos. Não é por acaso que um cartaz a dizer "Coina para todos" tem mais expressão mediática do que as propostas de um candidato à maior câmara do país. O país mudou muito, logo as formas de campanha eleitoral também tinham de acompanhar a evolução social de Portugal. 

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