segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A irresponsabilidade e populismo do costume

Ao longo do ano tenho criticado a acção do líder da oposição. Não por qualquer sentimento anti-socialista mas porque Seguro não tem estado à altura do desafio e só a indecisão de António Costa o mantêm como secretário geral.
Não se entende como é que um lider da oposição responsável afirma que vai votar contra um documento sem conhecer o seu conteúdo. Seguro deveria pensar primeiro antes de falar, é o mínimo que se exige a um político que pode vir a ser Primeiro-Ministro. Eu não percebo porque é que o líder do PS está constantemente a meter os pés pelas mãos e a dizer disparates. Com este tipo de afirmações e tomada de posições Seguro está a cavar o seu futuro, primeiro como possível Primeiro-Ministro e depois como líder do PS. A cama ao secretário geral já está feito há muito tempo, no entanto Seguro tem sido o principal responsável pelo facto do Presidente da República não o ver como alternativa a este governo, daí que em nenhuma situação Cavaco chame Seguro para liderar o país. A única forma é o povo português oferecer essa possibilidade ao secretário geral, contudo não parece que essa situação suceda como se verá nas próximas eleições autárquicas.
 
Na minha opinião Seguro tinha tudo para ser diferente de um "típico" líder da oposição, mas tem caído facilmente no populismo e demagogia, facto que o tem levado a perder votos e popularidade, ao contrário do que seria de esperar já que com as políticas levadas a cabo por este governo, dificilmente um líder da oposição seria mais impopular do que o próprio executivo. É tarde para Seguro mudar de rumo, mas ao menos poderia ter a noção que representa um partido com responsabilidades, e que assinou o memorando de entendimento, pelo que os cortes efectuados pelo Governo são também imputáveis ao Partido Socialista.

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