sexta-feira, 2 de agosto de 2013

País de tanga, Câmaras solventes

Muitos analistas entendem que as eleições autárquicas servirão para mostrar um cartão vermelho ao governo. Eu não penso assim, até porque o carácter das eleições que se aproxima é de cariz diferente. São locais e está relacionado com o trabalho feito na autarquia mas também com a popularidade da pessoa em questão. No entanto nota-se que muitos candidatos optaram por não usar o emblema do PSD ou do CDS no seu cartaz. Também é verdade que no PS isso acontece, contudo não é oposição feita pelos socialistas que vai estar em jogo no dia 29 de Setembro. Guterres abandonou o executivo após uma tareia nas eleições locais de 2001, contudo isso não deve suceder com Passos Coelho já que as circunstâncias são substancialmente diferentes, no entanto a derrota nas eleições pode fazer com que o PM repense a sua posição relativamente à Ministra das Finanças, embora isso seja uma possibilidade remota. 

A única pequena vitória que Passos Coelho poderá ter é se ganhar a maioria das câmaras capitais de distrito e vencer no Porto, isto para além de obter uma pequena derrota na capital. 

Mais do que nunca, as eleições locais são importantes até do ponto de vista da credibilidade. Os que estão mais descontentes com a acção central têm mais confiança no seu autarca, até porque este é uma figura próxima e até por vezes simpática, enquanto que o Ministro raramente é visível. Numa altura em que o país está de tanga, é interessante verificar o quanto alguns municípios estão financeiramente estáveis. E ao contrário do que António Costa diz, Lisboa não é um desses casos positivos. 


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