quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Obama é contra mas vai à guerra

Barack Obama sempre foi um opositor da guerra. Lembro-me perfeitamente que esse foi um dos principais temas de campanha, tendo sido feito um ataque constante à gestão de George W.Bush por causa da invasão do Iraque.
Volvidos quase cinco anos após a sua primeira campanha eleitoral,o actual Presidente Norte-americano está quase a quebrar as suas convicções. Sou daqueles que defendi a Guerra no Iraque mas acho desnecessário e inútil a intervenção na Síria. Apesar dos perigos do uso de armas químicas, o mesmo motivo que levou à guerra no Iraque; invadir agora um país que está a ferro e fogo pode ser um risco para o qual os norte-americanos podem nem estar preparados. Em 2003 o Iraque era um país estável e não havia conflito interno, na Síria há quase 2 anos que ninguém pode sair de casa. Em meu entender, a solução era um intervenção da Nato e não de uma coligação anglo-americana, até porque se trata de uma guerra civil  e não de uma ameaça internacional. 

Relativamente à mudança de posição de Obama, acho que nenhum Presidente Norte-americano deve excluir a via armada como forma de resolver um conflito. Tendo em conta que os EUA ainda são uma superpotência a nível militar, há sempre a necessidade de "trazer" justiça a este mundo. Obama corre o risco de perder toda a sua popularidade por causa desta acção militar. Ainda me lembro do ataque constante que o actual Presidente fez a W.Bush e aos republicanos. A guerra deve ser sempre evitada, se o líder de um país for um excelente diplomata. Obama aparentou durante a sua primeira campanha ser um negociador, um homem que através do diálogo consegue defender os interesses da sua nação. Pelos vistos o Presidente Norte-americano ou não cede à tentação de ser um "ditador" ou então os soundbytes não passam disso mesmo.  

1 comentário:

Observador disse...

Não me parece que Obama decida sem ver, 'preto no branco', a posição da ONU.

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