segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O Presidente de todos os portugueses

Não percebo as reacções pelo facto do PR não ter dado as condolências aos bombeiros mortos em combate mas tendo uma atitude contrária em relação ao falecimento de António Borges.

É verdade que Borges não fez nada em Portugal que merecesse um reconhecimento público por parte de Cavaco, contudo é uma figura destacada da nossa vida política e por isso mesmo mereceu as condolências de várias figuras ligadas ao nosso arco governativo. Não se pode estar a pedir ao Presidente que seja sensível a toda e qualquer situação, até porque no passado nunca houve um afecto público deste género. O que se passa no país é uma revolta social pelo facto de uns serem tratados como filhos e outros como enteados, como se costuma dizer. Esta insegurança advêm do facto de nestes dois anos existir na sociedade portuguesa um clima de injustiça social. Ora, qualquer atitude de desprezo pelos mais fracos é logo vista com revolta. A popularidade de Cavaco tem baixado significativamente, no entanto não é preciso "bater" no Presidente logo que ele comete uma injustiça. Até porque o Senhor Silva sempre foi o presidente de todos os portugueses....

1 comentário:

Fernando Vasconcelos disse...

Francisco com certeza que reconhecerás que o texto que escreves é contraditório. Tu próprio explicas as razões no segundo paragrafo. Logo perceber até percebes, podes não concordar mas percebes (entendes) as razões. Porque é que esta diferença é importante? Porque a primeira - não perceber seria um sintoma de que os portugueses andam esquizofrénico reagindo de forma incompreensível. A segunda Francisco é uma decisão politica de revolta e essa concordando ou não é perfeitamente legitima e racional. Por acaso Francisco acho que tanto num caso como no outro - tanto bombeiros como o António Borges - mereciam a atenção do presidente mesmo não sendo fã do discurso económico do falecido tenho de reconhecer que foi importante no estabelecimento de uma corrente de pensamento. No caso dos bombeiros por razões óbvias. E é preciso bater sim Francisco. Cavaco teve efectivamente a oportunidade de ser o presidente de todos os portugueses e foi-o durante algum tempo. Neste momento não é o meu presidente. Há erros que não posso desculpar e este não é um deles.

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