segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Julgar sem direito a defesa

Em Portugal é muito normal fazerem-se julgamentos sem defesa. Não me estou só a referir às questões da justiça, mas de um forma geral. Os julgamentos na praça pública são recorrentes  e normalmente sem direito a advogado, mesmo que a constituição exija a obrigatoriedade de um defensor. Julgar uma pessoa sem defesa é diminuir o acusado, é fazê-lo rebaixar a uma situação de escravidão, no fundo sem direito a ser ouvido. É muito normal isto acontecer em vários sectores de actividade em que está imposto este regime. O problema são as mentalidades e as práticas aplicadas. 

A primeira sensação é apontar o dedo para que depois não haja hipótese de contraditório. Ora, este também é um princípio que está consagrado em qualquer lei. A má fama espalha-se rapidamente e aí acaba a hipótese de se poder dar uma nova imagem.

Não se pode dizer que existe justiça no nosso país se continuarmos a adoptar este tipo de atitudes. É muito comum julgar aquele que supostamente cometeu um crime. Basta um boato, uma notícia inventada, um intriga que rapidamente se espalha. Por isto ainda se cometem muitas injustiças no nosso país.... Tudo por causa desta mentalidade burguesiana e pouco desenvolvida. 

2 comentários:

Anónimo disse...

É um facto que assim é, mas não nos podemos recordar disso quando a má fama toca "a nossa casa", é preciso convicção e coerência...

Ia jurar que já vi muita maledicência, julgamentos e apontar de dedos neste blog.
Ia jurar, mas posso estar a dizer uma alarvidade e estar a referir-me por engano, a outro espaço qualquer..

Fatyly disse...

Ai Francisco, Francisco...ao ler o teu texto e o comentário já feito...tive que soltar uma sonora gargalhada, porque Anónimo acertou bem no centro do alvo.

Minha nossa...nunca ouviste um ditado que "não há fumo sem fogo"? e lamento profundamente que os partidos se tenham tornado "em coisa nenhuma".

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