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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ídolos de hoje, esquecidos amanhã

Todos nós temos um ídolo, que normalmente representa os nossos valores, mas sobretudo uma pessoa que nos faz feliz. No nosso imaginário, o ídolo é alguém com quem gostaríamos de falar mas sabemos que nunca vamos tocar, porque não pertence ao nosso mundo. Estará sempre numa posição superior a nós, não se rebaixando ao nosso nível, já que as estrelas nunca se colocam ao nível do comum dos mortais. 

Os nossos ídolos normalmente são jogadores de futebol, músicos, estrelas de cinema ou televisão ou mesmo os nossos pais. Os ídolos nunca cometem erros e estão cheios de virtudes. O mais interessante é que sabemos a vida dessa pessoa de cor e salteado, chegando ao ponto de sofrer com as suas desilusões e de sorrir com as vitórias conquistadas. Quem não é famoso tem a sua família, o seu grupo de amigos e pouco mais, no entanto os heróis têm milhares de "likes" na sua página oficial do Facebook.  Há muito tempo que ouço a expressão "é um exemplo para a juventude". Esta frase define bem o que os nossos ídolos têm de suportar para não desiludir um fan, porque a seguir há muitos que acabam por desistir. O caso de doping por parte de Lance Armstrong ilustra bem o quanto depositamos as nossas esperanças numa pessoa, ou melhor nos feitos e conquistas de alguém que para nós é sobre-dotado. É curioso perceber que há pessoas que trabalham para milhares de fans, mesmo não conhecendo o nome nem a cara de nenhum deles. No fundo, faz-se uma estimativa de pessoas que nos seguem e por aí mede-se o sucesso ou insucesso do trabalho. 

É difícil viver sem ter ídolos ou alguém que nos guie, que sirva de exemplo nas atitudes, valores e princípios a seguir. Pessoas que admiramos mas não conhecemos de lado nenhum, no entanto a quem apetece dizer "tu és meu ídolo". 

2 comentários:

Fatyly disse...

Os meus ídolos foi o meu pai e ainda é a minha mãe...que me deram a educação que faz de mim o que sou, porque todos os outros "famosos" que gosto e admiro, como músicos, políticos, guerreiros, pensadores etc. ,mas para mim nunca foram ídolos.

Falas do Lance Amstrong e sempre gostei imenso de o ver correr. Assumiu SOZINHO o doping...terá sido por cansaço ou para que não caisse por terra muita gente envolvida incluindo na UCI?

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não tenho ídolos. Será problema meu?

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