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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Duas guerras, dois PS, duas opiniões

Em 2003 quando Durão Barroso organizou na base das Lajes a cimeira da guerra com os homólogos espanhol, inglês e norte-americano, o PS foi um forte opositor a esse evento. Não só à cimeira das lajes bem como à intervenção no Iraque de que resultou a morte de Saddam Hussein. Na oposição, Ferro Rodrigues foi um aliado do Bloco de Esquerda e do PCP. 

Dez anos depois, os Estados Unidos e a Inglaterra preparam-se para uma nova intervenção militar, desta vez na Síria. Passaram 10 anos e o PS continua na oposição, mas a posição é radicalmente diferente. Ferro Rodrigues já não está na liderança dos socialistas, contudo os valores de um partido são para manter. Não entendo porque razão os socialistas defendem uma intervenção militar na Síria. Espero que o governo português não alinhe em resoluções internacionais para desencadear mais um conflito armado no médio oriente e que nada vai resolver o problema no país e naquela região. É normal que um Governo tenha posições diferentes, até porque o PM já não é Durão Barroso, contudo o PS que em 2003 e 2013 é oposição deveria manter a mesma posição relativamente à mesma questão e não divagar sobre o assunto como é costume nas hostes socialistas. Duvido muito que António José Seguro seja a favor do uso da força e da intervenção militar num país soberano, pelo que esta declaração vem trazer mais complicações internas em vésperas de eleições autárquicas. O que não é nada bom.

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