sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Discurso da coerência e da prudência

Escrevo estas linhas poucos minutos antes do discurso de Passos Coelho no Pontal. Não quero ser faccioso ao ponto de achar que o PM tem todas as razões para fazer um discurso positivo e virado para o futuro. Considero que Passos Coelho tem de aproveitar as boas notícias da semana para colocar um pouco água na fervura e explicar muito bem como será a situação económica portuguesa após os cortes que estão anunciados para o Orçamento de Estado 2014. De nada valerá ao PM cantar vitória agora se daqui a 3 ou 4 meses teremos nas ruas a contestação nas ruas ao nível do que aconteceu o ano passado. 

Esta "viragem" económico é bom para o governo em vésperas de eleições autárquicas, contudo ainda nada é definitivo. 

Considero que Passos Coelho fará um discurso coerente com a realidade em que vivemos, no entanto sem nunca se deixar gabar do esforço que foi realizado pelos portugueses, em resultado das políticas económicas do governo. Afinal o plano de austeridade desenhado por Vítor Gaspar não falhou, como muitos vaticinaram. É importante que Passos Coelho fale mais de economia, crescimento, sustentabilidade do que austeridade, desemprego e crise, até porque o momento é propício a isso. Portugal ainda não saiu da recessão plena, no entanto caminha a passos largos para lá, sendo previsível o afastamento do cenário de um segundo resgate. Também gostava que o PM realçasse o aparente bom ambiente que se vive na coligação após a remodelação profunda e já agora desse o braço a torcer e reconhecesse que a ideia de um governo mais pequeno e eficaz é totalmente errada. 

2 comentários:

Fatyly disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fatyly disse...
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