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terça-feira, 20 de agosto de 2013

A supremacia da religião através da conquista do poder

O que se está a passar no Egipto é o resultado da chamada Primavera Árabe ter chegado cedo demais a um país cujas diferenças religiosas anteviam problemas deste género. A saída de Hosni Mubarak do poder à força fez renascer a Irmandade Muçulmana como grande partido cuja influência junto da população é enorme. Muitos analistas disseram que o Egipto era o país mais apetitoso para os muçulmanos chegarem ao poder. 

Não vejo como podem as restantes religiões sobreviverem se a Irmandade Muçulmana tomar definitivamente conta do país, como parecia estar a conseguir após a eleição de Mohammed Morsi. De todos os países que sofreram revoluções em 2011 o Egipto é aquele que tem o futuro mais negro à sua frente, devido à sua inter-religiosidade, bem como às diferentes etnias e culturas que se misturam diariamente na cidade do Cairo. 

O problema do Egipto não é político mas de religião e crença. Trata-se de alcançar a supremacia religiosa através da conquista do poder e quem o obter tem o "direito" de impôr a sua religião aos outros bem como "eliminar" o inimigo. Esta é a causa que se está a travar para lá das margens do rio Nilo....

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