sexta-feira, 19 de julho de 2013

Quem fica Vice-Primeiro Ministro?

O Verão animou com a intervenção do PR a pedir aos três maiores partidos que se unissem e em conjunto encontrassem uma solução de compromisso nacional de forma a cumprir o programa da troika que tenderá a acabar daqui a um ano.

Como se nota pelas constantes reuniões, o acordo não está fácil, até porque os "notáveis" socialistas como Soares e Manuel Alegre vieram defender a ausência do PS nesta negociação. Soares tem uma dupla personalidade porque tanto dá para ter boas acções como para dizer asneiras. Ora, não foi no tempo de Soares que foi necessário unir os partidos democráticos no combate ao MFA? Ou Soares não gosta do PR ou não gosta de Portugal, porque para ameaçar Seguro é por uma destas duas razões. 

Há duas questões que estão em cima da mesa neste momento: Se Passos Coelho fica como PM de um governo de salvação nacional e qual é o papel de António José Seguro. No fundo, apesar das questões de conteúdo que são o mais importante, a base de entendimento passará sempre por questões de lugares, como não podia deixar de ser. É importante saber que lugar vai ocupar Seguro num eventual governo tripartido. Excluída a hipótese de ser PM, resta ser Vice-Primeiro, no entanto nesse lugar já está Portas e o próprio Passos Coelho já veio dizer que o líder do CDS será sempre o número 2. Não podendo haver dois Vice-Primeiro Ministro, porque aí seria a confusão total, terá de se colocar Seguro em algum lado. Não vejo o que possa contentar o líder do PS, até porque pela lógica os socialistas vinham em segundo, contudo o governo precisa do CDS e de Portas para se aguentar. Na minha opinião, Seguro vai fugir das suas responsabilidades com o rabinho entre as pernas, primeiro porque vai ceder às pressões e em segundo lugar porque não vai ter o protagonismo que o líder da oposição merece num futuro executivo, isto porque o lugar que pretende já está preenchido e nem à bomba Portas deixará de ser Vice. 

Estes dois factores farão com que o PS abandone o acordo. Nestes termos Cavaco tem um problema para resolver. Contudo, face à ausência do PS, o PR não tem outra alternativa que não dar um voto de confiança a esta maioria, culpando o Partido Socialista pelo fracasso das negociações. E assim, CDS, PSD e Cavaco saem por cima desta trapalhada toda.

Quem fica a perder somos nós que durante semanas achámos que íamos ter um governo de salvação nacional e condições políticas para que o programa da troika fosse cumprido. 

1 comentário:

Observador disse...

Teremos em prespectiva um organograma estratégico com dois vices?

Será que o problema está em vias de resolução?

Não há condições ... políticas.

Share Button