domingo, 14 de julho de 2013

Olhar a Semana - Pai Cavaco toma conta dos miúdos

A palavra de ordem agora é: entendam-se! Os três maiores partidos portugueses têm de fazer um governo de salvação nacional para levar o país a bom porto até à saída da troika. Depois logo se vê e pode ser que o cenário político venha a estabilizar-se. É difícil fazer um governo de coligação à esquerda, contudo à Direita e com Paulo Portas na liderança do CDS também no resulta. 

Portas, Passos e Seguro vão estar obrigados a colaborarem mesmo que isso represente um enfado para qualquer um deles. Cavaco conseguiu fazer o que os líderes partidários por si só nunca fariam: colocar os interesses do país à frente das opções partidárias. Esta situação revela a fraqueza humana e política dos nossos líderes políticos, pelo que é urgente uma renovação nas lideranças do CDS, PSD e PS. Não só nas lideranças mas também na forma como se elege os líderes, porque o que está mal é a forma como as estruturas estão organizadas. Não é por acaso que tanto Portas, Passos e Seguro "subiram" na hierarquia partidária, controlando hoje os aparelhos partidários que tão bem conhecem desde os tempos das juventudes partidárias. 

O sistema está podre pelo que não é de admirar que faça subir ao poder pessoas sem nível político nem humano. 

O único agente político que saiu bem na fotografia da crise foi Cavaco Silva. O Presidente da República adoptou a atitude correcta ao não criar instabilidade política numa altura importante para o país. Todos nós queremos uma mudança na situação política, contudo ninguém quer que os responsáveis políticos fujam das suas responsabilidades. Se for para aguentar o barco durante mais um ano e depois haver uma renovação, tudo bem. Essa solução é melhor do que dar oportunidade para que as mesmas figuras continuem a sobreviver à nossa custa. O PR que foi criticado por não fazer nada, desta vez deu o exemplo a todos, em especial a Passos, Portas e Seguro. No fundo, Cavaco vai ser o Primeiro-Ministro de um governo de salvação nacional que terá apenas medidas de gestão e de cumprimento do programa da troika. O maior problema vai ser a elaboração do Orçamento de Estado. Tenho a convicção que Belém vai tomar conta do documento, o que seria inédito na história da nossa democracia. 

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