quarta-feira, 10 de julho de 2013

O PR finalmente vai falar

O país hoje vai ficar a saber que Cavaco irá aceitar a proposta de governo apresentada por Pedro Passos Coelho. Não que a esta seja a solução ideal mas é a que neste momento melhor serve os interesses do país. Ir para eleições agora não fazia sentido, não só porque estamos em vésperas de autárquicas mas porque o próprio resultado não iria trazer mudanças na política que é necessário prosseguir. Com o novo figurino governativo, Cavaco tem a garantia que o programa da troika é cumprido à risca e assim sendo, daqui a um ano estamos a festejar a partida dos senhores que nos têm avaliado. Contudo, a austeridade é para continuar ainda que com outros pacotes, no entanto é necessário mudar de rumo. Daí que no próximo verão estejamos a preparar as legislativas após as europeias ou que venham os dois actos eleitorais coincidir no mesmo dia. Até lá os partidos do "arco" governativo têm tempo para se preparar e quiçá mudar de liderança, perspectivando um pós troika com novas caras e outras opções políticas que nos levem ao crescimento e prosperidade. 

Cavaco não vai arriscar demitir um governo para sair em glória de Belém. O PR só mesmo em último caso é que irá utilizar a bomba atómica. É bom recordar que o PR aguentou Sócrates até à última, obrigando o ex-PM a ser ele a dar o passo de se demitir. Cavaco espera que Passos Coelho faça o mesmo mas só no postroika. 


Para já é tempo de aguentar!


3 comentários:

Observador disse...

Alguém garantiu que Cavaco vá mesmo falar, ou fica-se pelo balbuciar?

Estações televisivas em estado de alerta: houve necessidade de reforçar a protecção das câmaras por causa dos 'gafanhotos'

Já está garantida a tradução simultânea e ... legendas.

Fatyly disse...

e falou, falou, falou e conforme já tinha dito, ainda bem que não há eleições, porque *** por *** foi uma medida acertada, no entanto a retirada total do tapete vermelho ao PSD, CDS e PS mostra que os três meninos devem-se entender.

Enfim!

Francisco Castelo Branco disse...

mas com as actuais lideranças isso não vai acontecer

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