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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O corporativismo ainda está bem presente

Portugal é um país de facções e clubites. Vivemos pouco em democracia, preferindo o nosso cantinho e o nosso grupo. As áreas onde este aspecto é mais notório é a política e o desporto, mas também nas empresas e nas profissões liberais verifica-se muito esta situação. 

Durante três anos não foi possível alcançar um acordo partidário para estabilizar o país e evitar a vinda da troika a Portugal. Agora o que está em causa é a sobrevivência do país em termos económicos e só mesmo a mão do Presidente é que vai conseguir juntar os três líderes dos maiores partidos portugueses, para fazer uma troika governamental e assim aguentar o barco. 

A dificuldade de se trabalhar em conjunto está relacionado com a competitividade existente no nosso país, mas também pelo desejo de poder bem como o sentimento de inveja que ainda perdura na nossa sociedade. O pensamento não é o de colaborar para enriquecer a actividade mas o de ser o mais forte, o melhor. Esta atitude está errada porque posteriormente resulta em práticas pouco ilegais e ilícitas que levam a que a concorrência por vezes seja desleal. 

Voltando ao exemplo político, não se percebe porque razão é que só após 3 anos, duas eleições e uma queda e meia de um governo, os partidos estão dispostos a cederem nos seus objectivos eleitorais em prol da nação. Se o tivessem feito mais cedo, ficavam a ganhar até em termos eleitorais, já que a contribuição de propostas e ideias para tirar o país da crise é sempre bem vindo. Por aqui se nota duas coisas: a fraca qualidade dos líderes em termos políticos e humanos, bem como a sua pouca sagacidade política. No fim,o povo sabe reconhecer quem combateu e lutou em prol do país. 

Esta ideia de Portugal ser um país de facções está muito ligada às corporações do Estado Novo. O corporativismo ainda é algo que está muito bem patente na nossa sociedade. O nosso atraso reflecte aquilo que escrevi neste post. A concorrência é saudável, no entanto deve haver uma ajuda para que determinado sector seja o mais rentável. Não sei quanto tempo se demorará a chegar a esta conclusão, no entanto já perdemos muito tempo a pensar como derrotar o outro. 

1 comentário:

Fatyly disse...

E se não chegarem a acordo? O que fará Cavaco? Voltará atrás com a palavra?

Sinceramente isto é do pior que já alguma vez vi sem nunca pensarem no povo que padece às mãos destes "sem adjectivo"!

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