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segunda-feira, 8 de julho de 2013

governo coxo

Concordo com a maioria das análises que este governo está coxo e não pernas para andar, pelo menos depois de 2014. Se tiver duração de um ano já é muita sorte, no entanto entendo que tanto Passos Coelho como Paulo Portas irão ficar juntos até à saída a troika, depois cada um irá para seu lado ficando à mercê do seu eleitorado. Se o governo não cumprir a legislatura duvido que tanto PSD como CDS consigam vencer as eleições e os seus líderes sejam de novo eleitos. Este problema coloca-se mais ao CDS, já que faz parte do ADN social democrata mudar de líder quando um PM não funciona. A grande questão é saber se as vidas de Portas duram após a previsível hecatombe de 2014. Caso o executivo cumpra o mandato pode ser que o PSD tenha maioria absoluta e já nem sequer precisar do apoio do CDS. Duvido que assim seja porque o povo está descontente com esta maioria apesar dos esforços feitos para combater a crise. 

Portas já conseguiu o que queria, pelo que não irá almejar mais. Por forças de algumas circunstâncias poderia ambicionar liderar um governo com uma subida do CDS, no entanto a birra do líder centrista deu resultados. O Presidente do CDS quer ter o protagonismo sem que seja ele a dar a cara nos maus momentos, aguardando-se para celebrar nas vitórias. No fundo,o líder do CDS é parecido com aqueles treinadores que reclamam a vitória para si e culpam os jogadores na hora da derrota, quando deve ser precisamente ao contrário. Portas vai ter o papel mais importante deste governo, cabendo a Passos Coelho ser o porta voz do executivo, nada mais. Podemos assegurar com toda a certeza que Portas é o primeiro ministro deste governo. Caberá a ele desfrutar da ocasião e sair por cima na altura certa....

Cavaco vai ter de aceitar esta solução porque é a única que lhe garante estabilidade. Percebo que o PR queira Portas no governo porque é mais complicado controlá-lo se estiver fora do executivo. Perante a opção apresentada, Cavaco Silva passará a ter um papel quase diário de intervenção neste executivo. 

2 comentários:

Observador disse...

Esta pseudo ruptura deveria ter acontecido quando a Troika saísse.
Estaria mais ou menos programado. Ou pelo menos faria mais sentido.

Um motivo mais para o CDS ter olhado de lado para Portas.

Os tempos que se seguem são de interrogação.

Já se deixou cair o 'i' no irrevogável, ao estilo do Acordo Ortográfico, porque afinal também é mudo.

Seria bom que estes meninos se deixasse de brincadeiras perigosas mas, sinceramente, o que esperar de quem tem assumido uma catastrófica posição de falta de respeito para com tosos nós?

Francisco Castelo Branco disse...

Isto está acontecer agora porque daqui a um ano a troika sai.

É para preparar os portugueses para novas eleições. Até pode ser que inicie um ciclo PS-CDS

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