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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Aguenta, aguenta é o lema de Passos Coelho

Passos Coelho ao longo destes dois anos tem revelado astúcia, coragem e determinação para fazer algumas reformas necessárias mas sobretudo impor uma austeridade excessiva que já levou à saída do seu Ministro das Finanças. Apesar disso, o PM tem sido um mau gestor do seu governo ao não perceber os sinais resultantes de algumas das suas políticas. Ora, Passos Coelho não liga muito ao que se passa na rua, no Parlamento e até dentro do seu próprio executivo, adoptando uma atitude de autismo no que toca a algumas opções que faz, nomeadamente na escolha de alguns nomes para o seu executivo. 

A manutenção de Miguel Relvas como Ministro quando todos já pediam a sua demissão e a nomeação da nova Ministra das finanças ilustram bem a teimosia com que Passos Coelho ainda gere o executivo. Confesso que não sei bem se é falta de experiência política ou teimosia. O PM ainda não percebeu que as oposições nunca desistam daquilo que pretendem, e tendo em conta que elas surgem de todos os lados torna-se difícil insistir no erro, pelo que mais vale dar o braço a torcer e mudar rapidamente, porque a manutenção da teimosia tem custos para o governo. 

Portas deu o primeiro sinal do erro enorme que Passos Coelho estava a cometer ao nomear Maria Luís Albuquerque para a pasta das finanças e nem a crise de que resultou a remodelação governamental calou os críticos. Pode ter acalmado Portas e o CDS, no entanto mal o novo governo tomou posse, a oposição veio em força pedir a demissão da nova ministra. O barulho promete continuar pelo menos até ao início das eleições autárquicas e nem um mês Agosto quentinho vai arrefecer os ânimos. Infelizmente Passos Coelho não vai sair bem desta polémica, já que deveria ter aproveitado a remodelação para remodelar a nova ministra. Não podia ter feito outra coisa e agora vai ter que arranjar uma solução sozinho já que o CDS não o vai ajudar. 

É na gestão dos momentos políticos que Passos Coelho tem de aprender com profissionais. São situações como estas que ajudam a oposição.

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