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terça-feira, 25 de junho de 2013

Mais uma greve para satisfazer o ego dos sindicatos

Daqui a dois dias há mais uma paralisação geral. Se não estou em erro é já a quarta ou quinta greve geral que este governo tem de enfrentar. No entanto há um dado importante porque é o primeiro protesto de Carlos Silva e Arménio Carlos como representantes das maiores centrais sindicais do país. Este é um facto curioso, porque ao contrário do que acontecia quando João Proença e Carvalho da Silva estavam nas lides políticas a adesão e o mediatismo das greves era muito maior.  Além do mais, tanto um como o outro passavam a mensagem ao país, mesmo aos que não gostam de fazer greves. 

A pouca "personalidade" política de Arménio como de Silva fazem desta greve um acto político inócuo e inconsequente, chegando ao ponto de pela primeira vez em Portugal uma greve geral passar despercebida. Veremos como será a adesão, mas tendo em conta a pouca propaganda que anda por aí, não acredito que haja vontade de dificultar a vida aos portugueses. O governo agradece que do lado do "inimigo" estejam duas personalidades que não têm perfil para mobilizar uma população contra as políticas de austeridade. Se a isso juntarmos uma oposição pouco afirmativa e também ela orfã de líderes carismáticos, é caso para dizer que o Executivo tem luz verde para implementar as suas políticas, tendo apenas o PR como único observador. 

A recente greve dos professores pode ter matado à nascença a greve geral da próxima quinta feira, pelo que seria inteligente a UGT como a CGTP cancelarem a greve lá mais para Outubro aquando da definição do OE para 2014. 

Ao contrário do que acontecia nas greves, quinta feira não vai ser necessário o governo avançar com números.

1 comentário:

Observador disse...

Começo pela parte final, caro Francisco.
E sublinho. A recente greve dos professores MATOU a greve de dia 27.
Ou, no mínimo, retirou-lhe substância quantitativa.

Graves só porque sim? Só na cabecinha de quem é um indefectível defensor do 'faz-de-conta'.

Não vai ser uma greve geral, disso não tenho a menor dúvida.

Esperemos por uma coisa que me diverte imenso: o baile das estatísticas.

Em cheio, seria uma greve na véspera das autárquicas.
Só que isso ... é chato, inconveniente.

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