segunda-feira, 24 de junho de 2013

Ideias Políticas: A democracia é uma mentira? Parte I XXIII

Hoje em dia é cada vez notória o descontentamento com a democracia, em particular com o funcionamento das instituições bem como daqueles que as representam. As instituições não funcionam porque quem as representa não tem a competência necessária para estar à frente delas. 

Assim podemos chegar à conclusão que a democracia, para além de não funcionar é uma mentira. 

Mais grave do que não funcionar é o que se esconde por detrás da máquina. Tudo o que está à volta do sistema democrático como o sufrágio, a opinião pública, a soberania dos Estados, o sistema político em que vivemos não corresponde à realidade. Se assim for há razão para o descontentamento. A situação com que ficamos é que aquilo que vemos, lemos ou ouvimos é pura demagogia, porque aquilo que é feito nos bastidores depois não passa cá para fora. Ou seja, por muito que dois partidos discordem de um tema, embora seja essa a intenção, a realidade é outra. Nos bastidores já está tudo acordado. 

Um exemplo disto mesmo são os discursos de um candidato a PM e quando depois chega a Chefe de Governo. Não importa aqui analisar as circunstâncias em que cada PM encontra o país, mas a verdade é que o tipo de discurso e intenções são obviamente distintos. Não poderia ser de outra forma, até porque os cargos que ocupam  exigem responsabilidade diferente, no entanto o rótulo de mentiroso é colocado após o nariz de pinóquio começar a crescer. Infelizmente a maior parte das pessoas não entendem que estar na oposição é diferente do que ser Primeiro-Ministro e por isso não compreendem ou não aceitam certas e determinadas medidas impopulares. Por aqui não se pode considerar  que a democracia seja uma mentira, mas que os seus intervenientes usam e abusam de factos falsos para conquistar votos. Em minha opinião isso é legitimo no sentido que em eleições não se pode ter uma noção perfeita da realidade do país, além do mais as circunstâncias económicas, políticas e sociais vão variando. 

Em meu entender o que qualifica um bom ou mau primeiro-ministro é o seu comportamento perante a realidade e a capacidade de enfrentar os problemas que lhe vão surgindo pela frente. 

Aceito que ainda vivemos numa democracia pouco clara e que muito do que é decidido nos bastidores, contudo nem tudo pode passar para as luzes da ribalta...

(continua...)

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