quarta-feira, 5 de junho de 2013

dois anos e o adeus ali tão perto

Faz hoje dois anos que o governo tomou posse. A história deste executivo até ao momento é conhecida de todos, pelo que não vale a pena fazer um regresso ao passado. 
O governo herdou um memorando da troika negociado pelo PS, no entanto quis ir mais além dessas metas tendo a noção que acrescentar a sua ideologia estaria a reformar o país. Cedo se percebeu que essas reformas não iria ajudar o país a sair da crise já que aconteceu exactamente o contrário. Os números revelam que Passos Coelho, Paulo Portas e Gaspar falharam em toda a linha, e não foi só nas previsões. O único êxito deste governo foi mesmo o regresso aos mercados, contudo os números do desemprego, da recessão e do défice rapidamente apagaram o pequeno momento de vitória do Ministro Gaspar. 

Com as excessivas políticas de austeridade vieram os problemas na coligação. Portas iniciou um número que todos nós já conhecemos, no entanto Passos Coelho não foi na cantiga e manteve-se firme no seu caminho ao defender as políticas de Gaspar. Durante este mandato o PM teve de optar entre seguir Portas ou manter-se fiel ao seu Ministro das Finanças. Ao ter escolhido Gaspar ficou com uma Porta atravessada até ao dia em que ela decidir sair de São Bento. No entanto, o PM parece ter um aliado de peso: O Presidente da República. Não que Cavaco morra de amores por Passos Coelho mas porque uma crise política obrigaria a um novo resgate, além do mais era o próprio lugar do PR que estaria em causa, caso optasse por uma dissolução do Parlamento. 

A história destes dois anos é muito simples de se escrever: crise, austeridade, pobreza e o espectro da bancarrota sempre a pairar no ar. É certo que a herança foi pesada, contudo há muito que o governo deveria obter os primeiros resultados positivos. Perante o cenário ninguém acredita que a troika saia de Portugal no prazo estabelecido, ou seja precisamente daqui a um ano. Se o fizer estaremos entregues de novo aos velhos costumes que nos levaram a esta situação, se por cá ficar é sinal que os sacrifícios vão continuar. 

Dois anos após a tomada de posse o que mais se fala é demissão, eleições antecipadas e um novo governo. Contudo também na oposição o cenário é negro e não por aí que vamos mudar, pelo que optar entre continuar com este governo até 2015 e sermos liderados por António José Seguro venha o diabo e escolha, mas eu prefiro a primeira hipótese, até porque não se sabe se algum santo milagreiro chegará a Portugal e inverterá os números. Apesar de tudo, ainda há uma réstia de esperança que os nossos credores nos deixarão voltar a financiar no mercado internacional. 

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