quinta-feira, 20 de junho de 2013

Para o TC e mais além

A candidatura de Fernando Seara à Câmara Municipal de Lisboa foi chumbada. No entanto, o autarca de Sintra vai recorrer para o TC e quem sabe ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Não entendo como é que não se procurou alterar a lei em tempo útil para que não houvesse diferentes interpretações para casos semelhantes. 

Sem Seara na corrida, o PS tem a porta da CML escancarada. O chumbo da candidatura de Seara à CML é a primeira derrota de Passos Coelho nas autárquicas e ainda nem sequer começou a campanha. Em tempo útil, o líder do PSD e as estruturas da capital deveriam ter escolhido um sucessor para Seara quando este problema se colocou, já que todos conhecem a lentidão da justiça em Portugal. O candidato do PSD/CDS a Lisboa tem pouco mais de três meses para convencer os eleitores que é o melhor para liderar a maior câmara do país mas também que António Costa, para além de ser um mau autarca, está a usar a CML para dar o salto para o Largo do Rato. Em quase 90 dias é muito difícil mudar o sentido de voto a favor de quem corre por fora. Toda e qualquer solução estará ensombrada pela decisão do TC mas também pela figura do actual autarca de Sintra. Fernando Seara deveria aceitar a derrota e não causar mais embaraço ao seu partido, já que quem vai ter que justificar a derrota é o PSD e não o próprio. 

Parece que o PSD já encontrou substituto. Saída da faculdade e do Parlamento, a candidata não tem o perfil adequado para fazer frente a um homem como Costa, pelo que será sempre uma candidatura de segunda categoria, esta ou qualquer outra solução que venha a ser apresentada. 

Não haverá tempo para Seara fazer campanha mesmo que o TC lhe dê razão e é pouco provável que o substituto consiga dar a Passos Coelho uma vitória que ele tanto necessita. 

1 comentário:

Observador disse...

Teresa Leal Coelho?
Julgo que esta senhora não esteja em condições de entrar na corrida.
O facto de ter acusado o Provedor de Justiça de se ter "excedido no seu estatuto de imparcialidade", pedindo que tire ilações de se ter tornado um "actor político", retira-lhe espaço na credibilidade.
Como poderá ser interpretado a apoio de Teresa Coelho ao discurso do PR no 10 de Junho?
Apenas porque sim ou algo mais? É que a forma com que o fez, deixa dúvidas.

Share Button