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sábado, 1 de junho de 2013

18.1 - O Regicídio - a eterna discussão republicana vs monarquia

A 1 de Fevereiro de 1908 o Rei D.Carlos e o seu filho Príncipe Real D. Luís Filipe foram alvos de um atentado, supostamente organizado pelos defensores dos Partido Republicano Português. Na altura a tensão política era intensa, já que cresceu no país um movimento para instaurar a República. Os primeiros movimentos começaram pela fundação do PRP nos quais fazia parte alguns elementos com peso nas Cortes.

Havia um clima de mudança de regime, no entanto ninguém esperaria que a substituição se fizesse deste modo. Matar o Rei era algo que ninguém queria e desejava, contudo em Portugal as revoluções sempre se fizeram de forma violenta e nunca pacífica. Também é verdade que o sentimento de descontentamento em relação á monarquia era enorme, pelo que não havia outra forma de substituir o regime, até porque o Rei nunca abdicaria do trono, mesmo que para isso fosse obrigado a fugir. 

Ainda hoje se discute se esta foi a melhor forma de instaurar a república e acabar com a fachada que era a Monarquia constitucional, que não era mais do que uma forma de distribuir o poder absoluto detido pelo Rei. Não se podia de forma continuar com este regime, pelo que a conspiração iniciada nos Parlamento e que acabou na rua só podia ter este fim. Por muito sangrento e desumano que seja matar uma pessoa, e neste caso o Rei, não havia alternativas já que a população estava demasiada anestesiada pelo regime imposto. 

Cometeram os republicanos um assassínio?

Em minha opinião não porque as revoluções e as mudanças de regime podem ter todas as consequências possíveis. Ainda hoje há muitos monárquicos indignados pela forma como se matou o Rei. É legítimo pensar assim mas depor um chefe de Estado ou governo tem estas particularidades, e na altura os republicanos consideraram que matar o rei era a melhor forma de acabar com um regime injusto e que estava a causar revolta na população. 

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