quarta-feira, 1 de maio de 2013

Triste Open

Ao passear pelo Estoril Open, perdão Portugal Open deparei-me com um cenário desolador. Não é que seja novidade, no entanto mete dó ver um torneio de ténis tão fraquinho. Não só na qualidade tenística mas também na capacidade organizativa. Embora tenhamos em nosso território o número 4 do Mundo, o interesse pela modalidade continua a ser mínimo. Quem foi ao Estoril Open quase desde o seu nascimento ( em 1990) tem pena de assistir à morte lenta de um torneio que tinha tradições por cá mas também lá por fora. 
Lembro-me dos tempos em que a armada espanhola vinha em peso e proporcionava grandes enchentes no court central (bem mais pequeno do que o actual) e fantásticos espectáculos dentro de court. A animação era imensa, o entusiasmo constante, a qualidade dentro do court estava ao mais alto nível. Com o passar dos anos tudo isso se perdeu. Os courts passaram a estar vazios e nem a famosa tenda VIP consegue estar a abarrotar, daí que seja normal o abandono do principal sponsor do torneio, tendo agora o director do torneio se contentar com o apoio do Banco Carregosa, obrigando à mudança do nome do torneio. E já nem os tenistas portugueses conseguem ter prazer em jogar no court central. 

É pena que os eventos desportivos de grande projecção estejam a sair de Portugal. É verdade que a crise tem afastado algumas provas, contudo a política desportiva neste país é zero. Não me refiro só à prática em si, mas ao plano de eventos que traz sempre turistas e marcas internacionais ao nosso país. Deitar fora uma oportunidade destas é má política. 

1 comentário:

Fatyly disse...

Desde que existe e porque é uma modalidade que adoro, até que gostaria de ir ver ao vivo...e nunca pude porque era demasiado caro e agora então minha nossa...só se vendesse pipocas à entrada e mesmo assim não sei!

Mas para o futebol há sempre mais e mais...e se um banco perdoar 40 milhões a um clube?isto vai azedar de vez!!!!

Quanto ao resto subscrevo!

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