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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sem a troika mas com austeridade

A segunda emissão de dívida em cinco meses trouxe confiança aos mercados, às agências de rating, ao BCE.
Não há dúvida que no plano externo a imagem de Portugal melhora a cada dia que passa, sendo de antever o cumprimento dos prazos estabelecidos para a saída da troika no nosso país. Se assim for ainda bem para Portugal, porque isso significa que os objectivos foram cumpridos e desde logo o cenário de bancarrota é colocado de parte. Cumprido o memorando da troika, isso não significa que os sacrifícios vão acabar. Colocar as contas em dia vai demorar anos, pelo que haverá necessariamente de continuar a cortar em alguma coisa. Não é pelo facto da troika estar de saída do nosso país que o trabalho estará cumprido. O balão de oxigénio que o governo vai ganhar caso consiga mandar a troika daqui para fora em 2014 será enorme ao ponto de poder pensar num voto de confiança para 2015. Resta saber qual será a política após 2015.....
Neste momento estamos perante duas realidade completamente diferentes. Externamente ganhamos credibilidade junto das instituições que investem em Portugal, mas os números internos são preocupantes. Perante estes dados é natural que o PR continue a dar um voto de confiança ao executivo, porque acredita sinceramente que em 2014 já estaremos por nossa conta. Apesar da austeridade excessiva, penso que é importante criar as condições para "irmos à nossa vidinha", contudo que no futuro não se cometam os erros do passado. É esse o trabalho que o governo está a fazer. 

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