quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sem Ideias não há desenvolvimento

Há um sentimento generalizado que o debate em Portugal está pobre. A discussão de ideias, de propostas, de soluções empobreceu. O que salta mais à vista são as pequenas questões, os chamados fait-divers. 
Este sinal revela um país pequeno controladas por pessoas que pensam pequeno e não são capazes de evoluir intelectualmente. A razão de na maior parte das vezes não existir soluções alternativas ao poder instituído está relacionado com a forma como os líderes chegam ao poder. O caminho natural é feito através das juventudes partidárias, no entanto esse trajecto parece fazer parte do passado. Uma simples amizade ou contacto é suficiente para aparecer num programa de televisão, na primeira página de um jornal ou na primeira fila do Parlamento. 

Por vezes estar ao lado do líder é um passo de gigante para que a sucessão recaia naquele que aparece mais vezes. 

O nível dos políticos e daqueles que todos os dias aparecem nos jornais ou nos ecrãs a falar e a escrever sobre a actualidade baixou muitíssimo.Em parte, a culpa recai sobre quem tem a responsabilidade de escolher os seus cronistas, mas não se pode dissociar essa escolha à ligação que existe entre media e política. Os partidos têm a noção que hoje em dia a televisão é um importante meio para difundir a mensagem, e não é por acaso que a maioria dos comentadores televisivos mas também dos jornais são deputados, antigos líderes partidários e pasme-se antigos Ministros ou Primeiro-Ministros. Fico espantado quando pessoas que ocupam ou ocuparam cargos relevantes sejam agora meros comentadores da actualidade política. Eu percebo que a televisão procure o confronto de ideias, no entanto não é isso que acontece, pelo que fica uma má imagem, não só do interveniente mas também da organização partidária que representam. 

A insistência em escolher pessoas ligadas ao passado enfraquece o debate de ideias. Sem elas não é possível fazer reformas, construir novas pontes de diálogo, debater as melhores soluções para o desenvolvimento do país. Parece que regredimos quase um século no que toca ao debate político e pior ainda, a população não se interessa logo tem menos vontade de participar. 

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