sexta-feira, 24 de maio de 2013

portugueses está na hora de investir

A dupla economia/finanças apresentou ontem um plano de crescimento para os próximos anos. Ao contrário do que tem sido habitual, o OE 2014 não deverá conter grandes mexidas nos impostos, isto é, a austeridade pura e dura não deverá fazer parte do pacote orçamental para o próximo ano. Apesar da boa notícia, é de crer que haja cortes ao nível da administração pública como pensões e salários. 
Os incentivos fiscais e a descida do IRC são as grandes novidades apresentadas ontem por Álvaro Santos Pereira e Vitor Gaspar. Os dois afirmaram que este é um momento importante e de viragem. Neste aspecto, o governo tem um discurso coerente já que desde sempre apontou as suas prioridades para o equilíbrio orçamental e depois virar a agulha para o crescimento. A questão é que politicamente as medidas de crescimento podem vir tarde. É óbvio que o país vai beneficiar com as alterações introduzidas, no entanto o governo calculou mal o timing de anunciar as medidas com vista ao crescimento. A pressão política e social que se faz sentir para que o PR demita o governo é enorme, a coligação está na iminência de cair e os ataques pessoais ao PR são uma constante, além do mais as autárquicas estão à porta e a derrota do governo é uma certeza até porque sem Menezes e Seara o fracasso vai ser ainda maior. 

Ajudar as empresas tornarem-se mais competitivas com a descida do IRC através de incentivos fiscais é uma excelente ideia. No entanto, o trabalho do governo noutras áreas ainda está por fazer, em particular na denominada reforma do Estado. Se este plano de crescimento ficar a meio caminho como tem acontecido com algumas promessas do executivo, não há volta a dar e vamos mesmo cair na bancarrota. 

O Ministro da Economia disse que Portugal está parado há dez anos, por isso não percebo porque razão o executivo anda nisto há quase dois anos.....

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