terça-feira, 14 de maio de 2013

Portas às avessas

Ainda não percebi muito bem qual é a jogada de Paulo Portas. Se ficar o mais tempo possível no executivo e depois culpar o PSD pelo fracasso na coligação, ou então sair para ter mais votos através dos mesmos argumentos. Uma coisa é certa, se esta coligação se aguentar até 2015 o CDS sairá fortemente penalizado, porque a sua continuidade no governo depende do resultado eleitoral que o PSD obter. O líder centrista não quer ser traído pelo seu parceiro de coligação após 2015, pelo que, prefere trair e assim retirar dividendos políticos mas não só. O alarido criado em torno da posição dos centristas em relação à sobretaxa nas pensões é estratégico e está pensado de forma a causar instabilidade no seio dos ministros sociais democratas do governo bem como dentro do próprio PSD. Portas pretende sair com a cara lavada de um processo que seguramente vai correr mal para Passos Coelho. A não ser que no futuro soprem ventos de mudança.....

4 comentários:

Observador disse...

Portas é um estratega nato, caro Francisco.
Não dá ponto sem nó e tem a perfeita noção do que faz.

Pode, aqui e acolá, parecer que os seus gestos não fazem 'bater a bota com a perdigota' mas, atenção que quando Portas fala e/ou age, fá-lo pró corrente centrista e tenta conquistar eleitorado. Eventualmente, em áreas que sabe estarem a fugir ao PSD.

Não me parece que haja traição.
Julgo mesmo que está tudo consertado.

Houve algum problema entre Portas e Coelho? Nenhum. Apenas uma 'mise-en-scène' na qual alinhou o PR.
Há dúvidas? Perceba-se a conversa tida por Cavaco, em Belém, com Coelho, seguida de um telefonema para Portas.
É nesse exacto momento que surge o tal 'diz que disse mas não disse'.

A considerar, ainda, os 'apoios' exteriores à coligação vindas, primeiro de Pires de Lima e, agora, de Bagão Félix.

francisoc disse...

Portas gosta de fazer este jogo.
É típico dele. No entanto, a situação do país não permite brincadeiras deste género.

Se Portas abandonar o governo antes de 2015 como estratégia, o CDS desce tal como aconteceu em 2005. Contudo, o CDS não sairá beneficiado nas próximas eleições se a troika sair de Portugal como parece que vai acontecer.

Francisco Castelo Branco disse...

Portas gosta de fazer este jogo.
É típico dele. No entanto, a situação do país não permite brincadeiras deste género.

Se Portas abandonar o governo antes de 2015 como estratégia, o CDS desce tal como aconteceu em 2005. Contudo, o CDS não sairá beneficiado nas próximas eleições se a troika sair de Portugal como parece que vai acontecer.

Observador disse...

Portas não vai abandonar o governo.
A menos que vá por arrasto. Entenda-se queda do mesmo.

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