quarta-feira, 29 de maio de 2013

Os candidatos virtuais

Os candidatos para as eleições autárquicas já estão quase todos anunciados, pelo que agora é tempo de escolher a melhor estratégia para obter o voto. As campanhas eleitorais para as autarquias são as mais interessantes do ponto de vista do marketing já que em cada terra há sempre alguém capaz de nos surpreender. 
Nestas eleições há um elemento novo, no que toca ao marketing: as redes sociais. O facebook e twitter entraram na vida das pessoas, pelo que os políticas têm que se adaptar aos novos tempos, isto se quiserem chegar a um maior número de pessoas. Os comícios já são do tempo da outra senhora, no entanto ainda se vê um ou outro cartaz, contudo é raro que isso aconteça porque a verdadeira "publicidade" está hoje na internet. Para além de ser mais eficaz tem poucos custos, o que nos tempos que correm é uma grande vantagem. 

O candidato não pode descurar o contacto físico com o eleitor, até porque há muitas pessoas que não têm acesso à internet quanto muito às redes sociais, sobretudo em zonas do interior, no entanto a linguagem terá de ser bem medida para não se cometerem erros. Uma tirada infeliz tem o mesmo significado seja ela proferida aos microfones de uma televisão ou num post no facebook. Note-se o quanto as pessoas ficam indignadas com alguns textos de Cavaco Silva ou Pedro Passos Coelho nas páginas do facebook. Fazer campanha eleitoral no facebook não é uma novidade mas sim uma obrigação de todos os candidatos que queiram ter a maior visibilidade possível. Por isso não é de estranhar a quantidade de páginas pessoais que já circulam pela rede social mais famosa do mundo. 

Antes de se lançarem à estrada, os candidatos já têm contacto com o seus eleitores, sabendo de antemão quais são as suas principais reivindicações e problemas. Pela internet pode também chegar um maior número de mensagens com os mais diversos conteúdos. Seria interessante que o contacto dos eleitores com o candidato e futuro presidente de câmara não se cingisse só ao momento da campanha. A relação virtual deveria continuar após a eleição, já que se estabeleceria uma relação de maior proximidade entre eleitores e eleito. No meu entender é pela internet que se consegue transmitir um maior número de mensagens. 

Ao contrário do que defendo em relação ao chefe de Estado e Chefe de governo, penso que os autarcas deveriam aproveitar e saber usar de uma forma eficaz as vantagens das redes sociais, já que o cargo que ocupam exigem um contacto permanente com os seus munícipes. A democracia tem que adaptar aos novos tempos. 

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