terça-feira, 28 de maio de 2013

Mais uma oportunidade perdida?

Espero que não estejamos perante mais uma oportunidade perdida para fazer as reformas necessárias. Há quem queira a troika fora de Portugal, no entanto se não fosse ela não tínhamos dinheiro para pagar salários, pensões, reformas bem como manter os serviços a funcionar como os hospitais, escolas públicas e outras actividades importantes para o funcionamento do Estado. 

No entanto, ainda há muito por fazer no domínio da administração pública, justiça, educação e saúde. Mais do que ter um número e a partir daí cortar, é fundamental melhorar a qualidade dos serviços, principalmente na saúde e educação. Se há necessidade de uma maior intervenção do Estado nestes dois sectores, o que for gasto terá de ser bem aplicado, para não se cometerem os erros do passado. Pior do que gastar, é fazê-lo de forma inadequada. 

Considero que o governo está muito preocupado em apresentar resultados à troika sem saber muito bem o que está a fazer, sem saber quais são as prioridades. A mesma questão coloca-se em relação ao investimento: para onde e como é que o governo quer ir. Ninguém fez esta pergunta, pelo que o governo fica desobrigado a responder. Espero que o "programa" de investimento não tenha os mesmos problemas políticos que a política de austeridade causou na coligação. 

O tempo que vivemos é de mudança, pelo que é de aproveitar as oportunidades que nos dão. As instâncias europeias estão a conceder-nos esse privilégio, pelo que era bom saber aproveitar. A mim parece que não está a acontecer isso, pelo menos nesta primeira fase. O executivo de Passos Coelho ainda tem dois anos para convencer os portugueses que as reformas irão mesmo para a frente, sem qualquer tipo de objecções ou condicionantes. 

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