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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Estranho sinal

O 1º de Maio deste ano marcou a estreia de Arménio Carlos e Carlos Silva à frente da CGTP e UGT respectivamente. Estranha coincidência ou não, as duas centrais sindicais fizeram manifestações em locais diferentes da capital. Num momento em que os seus líderes pedem a demissão do governo e a saída da troika do nosso país, seria inteligente estar unidos na rua, até para mostrar às pessoas que aquilo que defendem é benéfico para o país. No entanto, tanto CGTP como UGT deram um sinal de desunião e desinteresse pelo estado do país mas sobretudo pela defesa dos direitos dos trabalhadores. Numa altura em que os funcionários públicos e os reformados são os mais afectados, as centrais sindicais preferem organizar sozinhas manifestações. Por aqui se vê que o povo não pode contar a esquerda para combater as políticas ditas de direita, pelo que não serão as forças sindicais as que melhor assegurarão os superiores interesses dos trabalhadores. Toda a falácia de Arménio Carlos como do novato Carlos Silva cai por terra após esta mensagem de "cada um por si". Se as duas colectividades não se unem é porque defendem políticas diferentes e têm caminhos alternativas para resolver a crise. 
A luta sindical em Portugal sofreu um duro revés, mas pior do que isso os mais necessitados têm de se agarrar a outras ideias. 

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