quinta-feira, 23 de maio de 2013

Decisões zero

Há um sentimento crescente na sociedade que as instituições democráticas servem para pouco. Melhor dizendo, não resolvem o problema das pessoas. O conselho de Estado da segunda feira passada não solucionou o problema político que está à vista de todos. E que o agravar desta situação só vai prejudicar o bom funcionamento das próprias instituições bem como o caminho certo para que Portugal volte a crescer rapidamente. 

O aparato em torno da reunião magna é enorme, as expectativas estão ao rubro, no entanto o resultado final é frustrante para todos. Imprensa e população. Se para os primeiros cada conselho de Estado serve para criar um ambiente de expectativa, já em relação aos segundos não é positivo o silêncio daqueles que têm por missão aconselhar o Presidente da República. De sala onde se realizou a reunião não veio nenhum sinal, seja ele positivo ou negativo, apenas a indefinição e a dúvida. Porque é assim que está o estado de espírito do actual PR e enquanto assim for a situação se arrastará até que uma das partes não tenha mais nenhum argumento que não seja o de abandonar o executivo. Até pode ser o próprio PM, visto que com traições e falta de apoio institucional não tem condições morais para levar o barco a bom porto. Sem decidir o que seja mas com todas as dúvidas a pairar na sua cabeça, Cavaco Silva está a deixar o país num estado de ansiedade. Confiar na sorte ou no destino em política pode ser fatal, já que o feitiço normalmente costuma virar-se contra o feiticeiro, e ninguém neste momento está interessado que esta situação perdure. 

Não é só a falta qualidade ou honestidade nos políticos que leva à descrença das pessoas, mas é a ausência de decisões em tempo útil, e na maior parte das vezes na sua totalidade, que desanima a população. O sentimento em relação a alguém que nós elegemos é incapaz de decidir seja em que direcção for é meio caminho para não confiarmos novamente nessa pessoa. A questão é saber se a culpa é dos representantes das instituições ou da orgânica e funcionamento das entidades. Inclino-me mais para a primeira opção, contudo não seria mau rever algumas funções de instituições que pouco ou nada resolvem o problema de fundo. 

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