segunda-feira, 13 de maio de 2013

Como o povo sofre

No sábado passado o país parou para ver o clássico FCP-SLB. Tal como acontece noutras situações, a bola faz parar o país inteiro, especialmente quando se trata de eventos internacionais onde participa a nossa selecção. Não vi esta "loucura" quando o PM fez uma comunicação ao país para anunciar novas medidas de austeridade. É normal que assim seja, já que anunciar cortes e aumento de impostos não é aquilo que mais gostamos de ouvir. 

A minha crítica vai para as prioridades das pessoas. Ou seja, um jogo de futebol é mais importante do que saber a situação financeira do país e no fundo perceber se há perspectivas de melhora. Por aqui já se nota um maior interesse relativamente ao futebol em detrimento da política. É óbvio que o primeiro mexe com o coração das pessoas e a segunda actividade merece o repúdio de grande parte da população, além do mais só causa tristeza e não traz emoção. Em termos mediáticos, um desafio de futebol é mais aliciante que uma curta declaração política ao país, mesmo que se trate de uma questão de sobrevivência como aquele que vivemos. Sempre foi assim e continuará a ser enquanto o futebol for uma espécie de "refúgio" para alguns problemas que as pessoas tenham. Valerá a pena encontrar as razões porque a bola é mais interessante do que um debate político. 

A cultura e maturidade de um povo também se medem em pormenores como estes. 

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