quarta-feira, 8 de maio de 2013

As mexidas na função pública

O anúncio de novas medidas de austeridade pareceu-me acertado. Há muito para fazer no sector da administração pública, nomeadamente em relação aos direitos adquiridos. Aumentar o horário de trabalho da função pública é de louvar, já que os trabalhadores privados não têm a  possibilidade de ter um horário fixo, quanto mais irem para casa às quatro da tarde. Além do mais, a pouca produtividade do sector público afecta o funcionamento dos trabalhadores que necessitam da rapidez e eficiência desses mesmos serviços. 

Também concordo com a alteração do número de dias de férias, até porque neste campo também existe uma desigualdade evidente. 

O que se pretende com esta reforma é aproximar os direitos existentes entre administração pública e sector privado. Não se compreende como é que ainda estamos nesta fase de reforma, já que nesta matéria deveríamos estar aproximados dos países desenvolvidos. A única crítica em relação a estas novas medidas tem a ver com o número de funcionários públicos a mandar embora. Deveria ter sido feito um relatório, serviço a serviço para determinar onde é que efectivamente é necessário cortar. Também não concordo com a criação de um novo imposto, ainda para mais a ser suportado apenas pelos mais velhos. É ilegal a criação de um imposto com fins meramente temporários, para além de ser pouco ético. 

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