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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aliança desfeita

Se dúvidas houvesse sobre o desnorte em que se encontra o governo, a questão da sobretaxa nas pensões acaba com as especulações.
O PM e o Ministro das finanças fazem as coisas sem consultar Paulo Portas, logo o restante staff do CDS também não é informado. Assim sendo, chovem um coro de críticas por parte de membros centristas relativamente às políticas, não de Passos Coelho mas às opções de Vitor Gaspar. O choque é entre Gaspar e Portas e não tanto em relação a Passos e o líder do CDS. À semelhança do que aconteceu em 2004 com Durão e o mesmo Portas, a coligação só se aguentou durante dois anos. Há aqui um problema de convivência entre os dois partidos, que no princípio da legislatura são os dois melhores amigos, mas há medida que o tempo passa acabam por se zangar. Portas já se chateou com Marcelo, Durão Barroso e agora Passos Coelho. A estabilidade política passa muito pelo PSD conseguir maioria absoluta nas eleições, contudo nenhum líder até hoje conseguiu formar governo sem a ajuda do CDS de Portas. Como o líder centrista não está para aturar certas e determinadas orientações, é normal que as mais recentes Alianças Democráticas venham a cair, possibilitando ao PS formar governo em futuros actos eleitorais e ainda para mais com maiorias absolutas no Parlamento. No entanto, desta vez há uma questão importante: Cavaco não quer Seguro como PM, pelo que vai aguentar este barco até onde puder. Já se notou que o CDS tem uma força enorme neste governo e que basta Portas ameaçar fechar com a porta que o barco afunda definitivamente. Para bem do país e dos reformados, ainda bem que a sobretaxa não vai para a frente, contudo este recuo representa mais uma derrota para Vítor Gaspar.

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