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quarta-feira, 17 de abril de 2013

têtê-à-têtê II

Saúdo este encontro bilateral entre Passos Coelho e Seguro. Não estou céptico em relação às conclusões da reunião como o Pedro Coimbra, no entanto considero que não será por aqui que vai nascer o "consenso nacional". Desde logo porque o líder do PS nunca se mostrou disponível para nada, ao contrário do que acontece com o PM. Quem tem o discurso bélico e derrotista como Seguro não pode pedir uma solução nacional para resolver o problema da crise. O líder do PS perdeu a credibilidade política quando apresentou  uma moção de censura a reboque da decisão do TC. 

É bom que Seguro dê alguns sinais de compreensão para cair no goto dos portugueses, se assim não for o povo continuará sem a possibilidade de escolher uma alternativa a estas políticas e o PR vai manter o executivo em funções mesmo que as previsões voltem a falhar, ou numa situação de segundo resgate. 

O encontro vem numa boa altura para fazer marketing político, contudo só será útil caso surja uma solução de futuro. Essas hipóteses são: Ou os dois aceitam um governo de salvação nacional que integre PS, PSD e CDS, mas nesse caso Paulo Portas teria que estar presente. Escolha de uma figura que comandasse o país até às próximas eleições, ou então a saída de Portugal da zona euro. Nenhum destes três cenários parece plausível porque o PM não é homem para desistir e o líder da oposição é demasiado vaidoso para perceber que não tem competência sequer para ser secretário geral de um partido politico. Perante esta indefinição cabe a Cavaco Silva a última palavra. 

Portugal precisava de um consenso alargado sobre os cortes a efectuar para cumprir as metas acordadas e regressar aos mercados de forma plena. O cumprimento destes objectivos "mandaria" a troika para casa já no próximo ano. Infelizmente, e à semelhança do que acontece noutros países europeus, a vontade partidária sobrepõe-se aos interesses nacionais, o que é de lamentar. 

3 comentários:

Pedro Coimbra disse...

Francisco,
Quando estou a comentar, faltam poucas horas para a anunciada conferência de imprensa.
Vamos ver o que dali vai sair.
Não sei exactamente o que será.
Acredito que não seja nada de bom e que não haja qualquer novidade acerca de uma aproximação entre o líder do governo e o líder da oposição.
E olhe que o casmurro não é só o Seguro.
Pedro Passos Coelho não é menos.

Francisco Castelo Branco disse...

Seguro não teve dificuldade em dizer que o caminho do PS é outro. No entanto, ninguém conhece esse caminho..

Pedro Coimbra disse...

Um caminho demasiado seguro, portanto:))
Com gente como o Seguro, só a rir, Francisco.

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